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Como degustar vinho? Um guia definitivo para a experiência completa

Quando alguém abre uma garrafa de vinho perto de você bate um nervosismo de não saber a etiqueta, e o porquê de cada passo? Tem que degustar, cheirar, rodar o vinho na taça? O que realmente deve ser feito em uma boa degustação? Afinal, como degustar vinho?

Bom, saiba que apreciar vinhos não deverá jamais ser uma tarefa que traz agonias, apenas prazer e muita felicidade! Eu sou uma pessoa suspeitíssima para falar, mas depois de algumas experiências você verá o quanto isso é delicioso.

Se você já ama beber um bom vinho, mas sempre fica na dúvida sobre o que fazer na hora de experimentar, apresentamos a seguir um guia definitivo sobre como degustar vinho

Claro que, como tudo que a gente ama, é necessário se dedicar momentos para aprender e se aprofundar cada vez mais sobre o assunto. Por isso, apreciar um bom vinho é necessário desenvolver os seus três sentidos, visão, olfato e paladar. Mas não será da noite para o dia que você vai aprimorá-los, serão necessárias muitas garrafas para degustar. O que não é uma tarefa muito difícil, né?

Conforme você for explorando os vinhos, você também irá conhecer melhor os rótulo, a uva, a safra e entender qual o seu gosto, afinal, a degustação de vinhos não é feita apenas de regras, mas também de gosto pessoal!

Sem mais delongas, já pegue uma taça, sirva-se com aquele vinho leve que você ama e vamos ao nosso guia. 🍷

A alquimia do vinho diante dos seus olhos

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A análise visual é a primeira a ser feita com o vinho. É necessário colocar a bebida em pouca quantidade em uma taça transparente e ter um fundo claro atrás dela para você conseguir observar bem as características do vinho.

A análise visual é importante para você entender não apenas a característica e a qualidade da bebida, mas também para deixar o vinho entrar em contato com o ar e liberar sabor e aroma. Agora, você incline a sua taça a 45°, segurando-a pela haste ou pela base. De cima, você conseguirá enxergar a borda, chamada de anel, com coloração mais clara, e o centro, chamado de olho, com tom mais escuro.

O bom vinho será transparente no anel e nunca turvo. Para saber se o vinho é mais jovem ou envelhecido, observe se há partículas depositadas no fundo da taça. Os mais jovens não devem conter essas partículas, enquanto nos mais envelhecidos a presença é normal. Essas características que citei não são válidas para vinhos não filtrados. Então, é sempre bom também dar uma olhada no rótulo!

A cor do vinho também vai determinar a idade dele. Observe o anel da bebida e a coloração:

  • Nos vinhos tintos, os mais jovens costumam variar entre o roxo mais claro e o vermelho intenso. Já os mais envelhecidos têm um reflexo de laranja e tijolo.
  • Nos vinhos brancos, os mais jovens têm um tom esverdeado e claro, enquanto os mais maduros vão escurecendo em direção ao âmbar.
  • Nos vinhos rosés, os mais jovens são cor-de-rosa e os envelhecidos mais dourados e âmbar.

Vamos para a última fase do uso da sua visão para a avaliação! 

Retorne a taça na posição vertical e verifique se há “lágrima” ou “pernas” nas laterais, que são gotinhas que ficam no cristal. Se tiver bastantes lágrimas, tenha certeza de que o nível alcoólico é alto, mas, se tiver pouca, então ele é baixo.

Acho mágico como apenas com o olhar você consegue saber informações tão singulares sobre a bebida. Degustar vinhos parece uma alquimia!

Seu olfato não será o mesmo depois da degustação

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Até aqui foi relativamente fácil treinar a visão para identificar algumas características do vinho. Neste passo da degustação, você terá que treinar bastante o seu olfato, uma vez que há diversos compostos aromáticos na bebida. 

Quanto mais cheiramos o vinho, mais habilidade desenvolvemos para isolar os aromas e identificá-los, além de construirmos a memória olfativa. Mas, sem desespero, esse será um treino prazeroso, como a degustação do vinho como um todo é!

Gire o copo para que os aromas voláteis evaporem. Sinta o cheiro da extremidade inferior da borda da taça e, em seguida, da superior.

Nessa oscilação, busque o cheiro de frutas – em vinhos tinto você encontrará o cheiro de frutas vermelhas e nos brancos o aroma que lembra maçã ou frutas cítricas –, especiarias e de carvalho (se você sentir o cheiro de baunilha, coco, chocolate, cedro e charuto, pode ter certeza de que o vinho foi envelhecido em um barril de carvalho).

Caso sinta dificuldade para transitar entre essas fragrâncias, sinta o cheiro do braço e da mão para reiniciar o seu olfato. 

Como degustar vinho com o paladar

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Vamos para a última etapa da degustação e finalmente provar a maravilhosidade que está em suas mãos.

Comece tomando um pequeno gole, que servirá para enxaguar a sua boca com o líquido dos deuses rs, Com o vinho na boca, sugue um pouco do ar, mastigue ele, deixando-o passar por todos os cantos da sua boca para colocar as suas papilas gustativas para trabalhar!

Aqui você irá perceber algumas características do vinho:

  • Doçura: a doçura de um vinho vem dos açúcares da uva que sobram após a sua fermentação. Essa percepção é influenciada pela acidez da bebida. Quanto menos doce, maior o nível de acidez.
  • Tanino: antioxidante comum nos vinhos tintos, o tanino tem um sabor adstringente, que passa a sensação de boca amarrada. Você saberá que o vinho tem um alto teor de tanino se o sabor predominar no interior de seus lábios e dentes.
  • Acidez: a acidez é o que dá água na boca. Quando o vinho tem baixo teor de ácido, ele tem um gosto mais redondo e flácido. Já os vinhos com alto teor (porém na medida certa) são mais leves.
  • Álcool: o teor alcoólico do vinho é identificado com a sensação de aquecimento da garganta.
  • Corpo: todas essas características darão a noção do corpo do vinho, que pode ser leve, médio ou encorpado. Um vinho de corpo leve terá um sabor mais aguado. O médio dará a sensação de estar tomando um suco. Por fim, o encorpado será um mix de sabores, você sentirá que está tomando um suco, com polpa e outros ingredientes e pode até dar até a sensação de que é possível mastigá-lo!

A tarefa de degustar um vinho parece exigir muito do nosso paladar e de outros sentidos, não vou mentir e falar que não. Entretanto, a atividade deve ser feita em um momento de relaxamento e busca de prazeres.

Conhecer os tipos de vinho é essencial

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Agora que você já sabe como degustar, é necessário saber um pouco sobre como são produzidos os vinhos.

A maioria dos vinhos são produzidos com uva, porém não é a mesma espécie que encontramos no supermercado. A uva destinada à produção da bebida é a Vitis vinifera, que tem uma casca mais grossa, contém sementes e é doce. Existem cerca de 1.300 variedades de uva para a produção de vinhos! Por isso, não é porque a bebida é produzida com um ingrediente, que ela terá o mesmo gosto.

As uvas dão origem aos seguintes tipos de vinhos: tinto, branco, rosé e espumantes.

Mas não vai pensando que os vinhos são produzidos por apenas com uva! Eles podem ser assemblage (se você encontrar o termo “de corte” e “blends”, saiba que eles são a mesma coisa que assemblage), que é a fusão de diferentes castas de uva, da mesma safra ou de safras diferentes, para otimizar a qualidade do vinho, acertando a cor, textura e corpo e acabamento, o que torna a bebida mais equilibrada, saborosa e complexa!

Vamos agora às uvas que dão origem aos tipos mais famosos de vinhos:

  • Cabernet Sauvignon (pronúncia: cabernê sôvinhon): a uva dá origem a um vinho tinto encorpado com sabor de cereja preta.
  • Merlot (pronúncia: merlô): o vinho tem peso médio, menor tanino e sabor vermelho-frutado.
  • Malbec (pronúncia: malbéc): o sabor é mais voltado ao carvalho, com tons de café e chocolate.
  • Pinot Noir (pronúncia: pinô noar): o vinho é mais frutado, com gosto voltado para a cereja e o cranberry, e vermelho-floral, às vezes pode ter notas vegetais de beterraba e cogumelo.
  • Chardonay (pronúncia: chardonê): o vinho tem um sabor mais cítrico, de frutas amarelas e tropicais. Muitas vezes pode ter um toque de caramelo e baunilha.
  • Savignon Blanc (pronúncia: sôvinhon blam): gosto cítrico forte com algumas frutas, como melão, marucujá e kiwi, e sempre de qualidade herbácea, como grama e hortelã.

A princípio, esse é o básico que você precisa saber sobre os vinhos. Com o tempo e a escolha dos rótulos, você estará craque em fazer a degustação vertical e horizontal

Erros que podem ser evitados

Ah, e por último mas não menos importante: é normal que cometamos erros. Por isso, vou fazer você ficar mais um tempinho aqui neste texto e mostrar alguns erros que podem ser evitados:

  • Não segurar a taça pelo bojo, sempre segure pela haste na hora de beber o vinho.
  • Ingerir outras bebidas fortes durante a degustação prejudicará os seus sentidos.
  • Não tomar água durante a degustação. A água ajuda a hidratar o corpo e limpar o paladar!
  • Encher muito a taça pode fazer com que o vinho esquente.
  • Armazenar vinhos de maneira incorreta pode modificar as reações químicas e, consequentemente, o seu gosto. Minha dica fundamental para ter uma experiência incrível e completa no mundo dos vinhos: aposte em uma adega, sem medos!

Ufa! Minhas dicas de como degustar vinho foram finalizadas. Espero que depois desse texto, sua degustação fique afiadíssima e você desfrute ainda mais dessa bebida dos deuses. Depois, volta aqui para dividir suas impressões e evolução nos comentários. Boa degustação! 🥂

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Escrito por Rafaela Vidigal

Rafaela Vidigal, formada em administração, integra desde 2007 a equipe da Art des Caves. Atualmente vem descobrindo os encantos do marketing. Adora cantar no carro ­(mesmo cantando muito mal), ama comer, beber bons vinhos e dar boas risadas. Acredita que toda garrafa vazia está cheia de boas histórias!

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