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Vinho Suave e meio-doce: conheça as diferenças

Quem começa a explorar o universo dos vinhos rapidamente observa que ele é amplo e fascinante, cheio de classificações. Entre Vinhos Suaves, vinhos licorosos, vinhos de mesa e espumantes, as classificações são muitas!

Em alguns momentos, será muito fácil diferenciar o tipo de bebida: são visíveis, por exemplo, as características do vinho tinto, vinho branco e vinho rosé. Há, no entanto, algumas características dos vinhos que tornam mais difícil diferenciá-los.

Ao provar um gole da bebida, você sabe dizer se o conteúdo da taça é um vinho suave ou um vinho seco? Ou ainda um vinho meio seco ou meio doce? Identificar um vinho suave ou um meio-doce requer o conhecimento de algumas nuances mais específicas que vamos explorar nesse post.

Vinho suave

Vinho suave

O que caracteriza um vinho suave é a quantidade de açúcar, embora equivocadamente algumas pessoas classifiquem como suaves os vinhos que são macios e aveludados no paladar. Os vinhos suaves são mais adocicados e costumam agradar aos iniciantes no mundo dos vinhos.

Em geral, eles são produzidos a partir de uvas de mesa como Concord, Herbermont e Niágara. Alguns produtores, no entanto, trabalham com uvas mais nobres, uvas viníferas, como Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot e Chardonnay. De acordo com a classificação brasileira, vinhos que contêm acima de 25 gramas de açúcar por litro, ou seja, mais de cinco vezes que os vinhos secos.

Vinho suave não é vinho de sobremesa

Vinho suave não é vinho de sobremesa

Embora os vinhos suaves sejam comumente encontrados – há inclusive uma grande variedade deles nos supermercados, - os verdadeiros amantes de vinho são bastante criteriosos ao escolhê-los. A justificativa é que, no processo de produção, muitos vinhos suaves recebem adição de açúcar de cana ou de beterraba. Essa, aliás, é uma das diferenças entre o vinho suave e os vinhos de sobremesa, que têm naturalmente alto teor de açúcar devido a características específicas do processo de produção, com a alta maturação da uva no vinhedo, antes da colheita.

Bons vinhos suaves

Há no mercado uma infinidade de bons vinhos suaves, de diversas graduações alcoólicas, entre eles:

  • Casa Valduga Naturelle Branco 2017: vinho nacional, produzido no Rio Grande do Sul a partir da mistura das uvas Malvasia e Moscatel. É leve, com teor alcóolico de 10,5%.
  • Lambrusco Dell’emilia Cascina Santa Maria Doce: vinho italiano feito com uva Lambrusco. É um vinho tinto leve e com baixo teor alcóolico (7,5%).

Harmonização do vinho suave

Vale a pena ter uma boa seleção de vinhos suaves na adega. É uma excelente pedida para ocasiões mais descontraídas e relaxantes. Devido ao alto residual de açúcar é um pouco mais difícil harmonizar alimentos com esse tipo de vinho. Geralmente são consumidos com sobremesas, pratos agridoces ou queijos azuis para fazer contraste.

Vinho meio-doce

O vinho meio-doce, na classificação brasileira, é aquele que tem de 4g/l a 25 g/l. Alguns serão mais parecidos ao vinho seco (os de menor nível de açúcar) e outros (os de maior nível de açúcar) terão sabor muito similar ao do vinho suave. O açúcar encontrado nos vinhos meio doces podem ser tanto da própria uva quanto por adição de açúcar de cana no mosto.

Esses tipo de vinho costuma ser bem frutado, lembrando frutas vermelhas e flores, com poucos aromas mais torrados. Isso permite uma flexibilidade enorme e dá para agradar diversos paladares. Como os vinhos suaves, os vinhos meio-doces são excelentes coringas na adega e muito versáteis para harmonizações.

Dicas de vinhos meio-doces

  • Barefoot Califórnia Pinot Noir: esse vinho americano agrada àqueles que preferem vinhos mais adocicados. É tinto, com aroma de frutas vermelhas, perfeito para acompanhar petiscos.
  • Frisante Porta Soprana I.G.P Lambrusco Dell’Emilia Rosso Meio Seco: vinho italiano leve, frutado, adocicado e com acidez agradável. Harmoniza muito bem com carnes suínas.

Como vimos, a característica marcante e que diferencia esses dois tipos de vinho – o suave e o meio-doce – é a quantidade de açúcar. Vale lembrar que esse fator não compromete a qualidade do vinho, apenas marca um estilo, agrada paladares específicos ou serve para harmonizar melhor com determinados alimentos. Você já provou bons vinhos suaves e meio-doces? Quais não podem faltar na sua adega? Compartilhe conosco!

Escrito por Bruno Hermenegildo

Bruno Hermenegildo é Sommelier International, formado pela FISAR (Federazione Italiana de Sommeliers), outorgado com o grau de Wine Master nas regiões do Piemonte e Toscana (Itália), graduado como Advanced pela Wine&Spirits (Londres) e também graduado em Gastronomia. Bruno é membro da Confraria dos Sommeliers de São Paulo, a mais concorrida confraria profissional do Brasil.

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